Luta com uma conexão perdida no Chile


O mais recente da série Blast From the Past revisita um romance de estrada que nunca aconteceu.

MUITOS ANOS ATRÁS Sentei-me a uma secretária com uma carta de correio aéreo em branco e abri o meu coração a uma rapariga em Portugal que conheci brevemente, com quem tive uma longa conversa e por quem me apaixonei. Foi bobo, irracional e constrangedor.

Eu faria isso de novo em um piscar de olhos.

Romance na estrada pode ser difícil. Os viajantes se reúnem, compartilham momentos e depois se separam. Você diz a ela como se sentiu? Ou deixá-lo como uma memória poderosa do que poderia ter sido?

Em 2009, Eric Warren escreveu um artigo no Notebook intitulado Do outro lado do mundo, alguém espera por você no qual ele conta sobre uma oportunidade perdida de se conectar com uma linda garota em um ônibus no Chile.

A história traz-me de volta as memórias daquela menina em Portugal, a carta e a magia daquele momento de encruzilhada. No artigo, muitos comentaristas queriam saber: Eric alguma vez contatou a garota? Ele permaneceu visivelmente silencioso.

Dois anos depois, conversei com ele e perguntei o que todos querem saber.

Tenho que admitir, não acompanhei a carta, embora ela tenha colocado seu endereço de e-mail nela. Não posso dizer com certeza por quê. Talvez fosse porque eu estava com vergonha de meu pobre espanhol ou algo um pouco mais profundo. Eu, no entanto, pesquisei o nome dela no google ocasionalmente ao longo dos anos para ver se algo iria aparecer. Nada jamais apareceu que fosse definitivo o suficiente para dizer que era ela.

Meu palpite é que grande parte do motivo pelo qual deixei passar para a história é minha falta geral de aventureira. Claro, eu viajei pelo Chile sozinho, sem saber o idioma, mas sempre achei que um verdadeiro aventureiro teria jogado a cautela ao vento e descido do ônibus para ver aonde a experiência o levaria. Eu sempre quis ser essa pessoa, e lidar com o fato de que não sou é o motivo pelo qual escrevi a história em primeiro lugar.

Eu também perguntei a Eric como ele estava se sentindo quando escreveu a peça originalmente e como ele se sentiu sobre a história e a maneira como a contou, olhando para trás.

Quando eu escrevi, estava lutando com o fato de que não sou tão aventureiro como sempre quis ser. Eu ainda estou lutando contra isso, na verdade. Enquanto o escrevia, passei o tempo todo justapondo as aventuras que realmente fiz (mochilando sozinho, escalando o vulcão, etc.) com a aventura que tinha medo de fazer. Como um método de contar histórias, funciona levando o leitor a acreditar que eu iria mergulhar, então o leitor tem que aceitar o fato de que não o fiz.

Na verdade, era assim na vida real também. Às vezes fico desapontado por não ter arriscado, se não pela aventura real, pelo fato de que teria superado meus medos. Infelizmente, não o fiz - o que permitiu uma história muito mais interessante, eu acho. E isso fez toda a diferença ... uh, por assim dizer.

[Foto de destaque: Empezar de Cero]

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Para mais histórias de amor e romance, confira a ótima série da Life, Love in the Time of Matador.


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